16 de janeiro de 2017

Kika Cardoso - I Knew

3 de janeiro de 2017

Amor em cinzas



Um dia com a alma já cansada
Sentei-me à tua porta para te ver
Olhei há minha volta e não vi nada
Do tanto que eu levara para dizer


Adormeci no degrau da tua porta
O frio me regelava as entranhas
Acordei em sobressalto alucinante
Era o pregão do homem das castanhas


Caminhei para junto dele tiritando
E a chuva miudinha ia caindo
Pedi-lhe que me deixasse aquecer
Do frio que me ia consumindo

O vaso das castanhas ia ardendo
E ali também ardia a minha dor
Por momentos me esqueci porque ali estava
Só sei que em cinzas está o nosso amor

Será que alguém um dia vai pensar
O sabor que podem ter essas castanhas
Pois digo que ali fui para me livrar
Desse amor que eu carregava nas entranhas.


27 de dezembro de 2016

Romantic panflute

APENAS QUERO SER EU

Apenas quero ser eu.
  
Quero ser a tua sombra,
Caminhando a teu lado
Como modesta que sou,
Ser humilde e paciente
Sem pretender ser diferente,
Do mundo que me gerou.

Quero sentir a saudade,
Viver na felicidade
Que de algum modo conheço,
Se não sou um vendaval
Quero ao menos ser igual,
À quilo que então pareço.

Quero ter na minha voz,
O amor que há entre nós
E vive-lo com coragem,
Em mensagem de ternura
Quero partir à procura,
Da sombra da tua imagem.

Vou recitar cada dia,
Versos da minha poesia
Deste amor tão renegado,
    Nos sonhos que em mim existe
Não quero ser sombra triste,
    Quero estar sempre a teu lado.


15 de dezembro de 2016

Spirits of Nature - Enigma, Deep Forest, Vangelis, Various Artists - 1996

13 de dezembro de 2016

GOTAS DE VIDA




Cala a ave o seu canto
Sai o perfume da flor
Sai do meu peito a amargura
De estar sem ti meu amor


Cai a chuva forte e fria
Cai a noite de repente
Cai o silêncio das trevas
E cais tu na minha frente


Tanto faz que a chuva caia
Só na beira do jardim
Porque a flor que dela bebe
Está aqui! Bem junto a mim


Cai a noite com seu manto
Traz a lua branca e bela
Traz a vigília o momento
Dos olhos da sentinela. 

26 de novembro de 2016

Juras de amor




Passas-te com ela bem a meu lado
Finges-te que não me conhecias
Agora vais remoendo o passado
Quando a chuva for caindo todos os dias.

A chuva miudinha te vai lembrando
Dos momentos em que vivias a meu lado
Eu era para ti a doce amante
E tu eras para mim meu bem-amado.

Na minha mente ainda existe a lembrança
Daquela noite escura em que partiste
O passado é para mim a doce esperança
Das juras do teu amor que me traíste.