quinta-feira, 16 de julho de 2015

O TEMPO JÁ NÃO IMPORTA...


Deixas-te que o teu corpo para-se,
Também fizeste que as tuas pernas deixassem de andar
Assim ficaste a olhar as nuvens do céu
E as flores do campo deixaram de brilhar.

Perdeste a noção do tempo
Nunca te lembras das datas nem dos dias
Também que importância tem?
Se apenas vives as horas em agonias.

Vais olhando a rua a onde moras
Onde quase nunca te chegavas na janela
Já não diferencias quem nela passa
Porque aí? Nem vês a sombra dela.


Foi um pedacinho de gente que ajudaste a criar
Pouco tempo passou, mas o suficiente 
Para a amares e dares por ela a tua vida
                          O tempo em que a levaram para jamais voltar.

Hoje já distante noutro espaço
Ainda vais lembrando essa saudade
Será que quando parti-mos levamos connosco
As memórias desta vida que por aqui passamos.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

MÃE TERNURA

MÃE TERNURA.

Tens sempre para nos dar
Na beleza desse olhar
Olhar que a noite escurece
Com tanta sabedoria
Vais pintando a luz do dia
Sempre que o sol aparece.

Tens sempre no pensamento
Um poema ternurento
Que vive dentro de ti
Mora em mim esta certeza
Que os laivos dessa beleza
Só podiam vir de ti.

És minha voz encantada
Que voltas de madrugada
Trazendo sempre um abraço
Na tua voz já sem brilho
És a mãe que aperta o filho
E o envolve em seu regaço.

Tu és tão surpreendente
Quando falas docemente
Com sentimentos de amor
Só a tua voz me encanta
Saindo dessa garganta
Que trazem contigo a dor




terça-feira, 30 de junho de 2015

SONO PERDIDIDO.

 
É meia-noite, e eu não tenho sono
Deitei-me na cama…dei voltas e voltas,
Venho para a secretária escrever bobagens…
Bagagens sem valor, sem jeito, sem nexo,
E nada é direito,
Direito …direito, mas será que alguém que toma 3 calmantes
E bebe um copo de uísque, com 5 pedras de gelo ainda
Consegue ver o caderno, para mancha-lo com bobagens.
-Sim consegue: porque eu estou a conseguir, não sei, se amanhã
Conseguirei ler o que escrevi?
E ainda entender o que aqui foi escrito hoje…
- Hoje, porque o hoje, é ontem do amanhã
O meu DEUS…eu só te peço perdão porque aqui se alguma
Quando se está mal a culpa foi minha, apenas eu que assim me senti.
Zangas não existiram com ninguém! Mas tem dias em que sinto falta
Das minhas asneiras, o que também faz parte da vida.
Vida… que já vai ficando no passado, e são estes pequenos deslizes,
Que me trazem as minhas angústias.
Do tempo em que eu olhava ao espelho, e via uma jovem com uma
Carinha laroca e um corpito assim, assim.
-Hoje tento procurar a mesma jovem; olho no espelho, e quase fujo
De medo, que do outro lado do espelho, esteja a bruxa má a madrasta
Da Branca de Neve.
Agora volta para a cama porque já são quase 4 horas da manhã e,
Com meia dúzia de voltas na cama pode que ainda vás encontrar
O sono e dormir, nos braços de Morfeu.

Desabafos que todos tem . Mas poucos os dizem com tanta realidade.




terça-feira, 23 de junho de 2015

PALAVRAS loucas.



                          ««Voltando aos poucos...ando de vagar porque já tive pressa««

Trocas as palavras

Eu já nem te conheço

Se te vais embora

Já não te mereço.

Os dias são loucos

As noites medonhas

Agarras o nada

Sem ter onde ponhas



Tu andas perdido

E eu almareada

Nas noites vividas

Sempre embriagada.



Olhas as estrelas

Começas a contar

Quando dás por ti

Já estás a voar.



E eu ando contigo

Varada de medo

Para que não contes

O nosso segredo.



Revolto as montanhas

Para te encontrar

Os gritos da noite

São de arrepiar.



Eu já sem conserto

Na minha loucura

Tu foste embora

Numa noite escura.