sábado, 5 de setembro de 2015

DAR SEM ESPERAR NADA DE VOLTA.

Deus nos ensinou
que devemos dar e amar
sem nada pedir em troca,
mas o ser humano é tão imperfeito
que só te dá alguma coisa se sentir que algo tens
para lhe dar.
Então onde entra o dar sem receber?
Pois é só dás mesmo o chouriço
a quem te der o porco.
Amigos são como as ondas do mar
vão uns vem outros, e a vida vai seguindo
em frente.

NINA FILIPE


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AS TUAS FALSAS MARÉS.

Se este meu pensamento
Me leva-se junto a ti,
Nesta alma em sofrimento
Onde eu já me perdi.

Tu andas sempre na lua
Eu não te posso encontrar,
És o barco que flutua
Nas ondas deste meu mar.

O meu sonho em alto mar
Deste meu peito cansado,
Eu continuo a sonhar
Mesmo sem estar a teu lado.

Eu já estou acostumada
Da cabeça até aos pés,
Continuo a navegar
Nas tuas falsas marés.






quinta-feira, 30 de julho de 2015

A MÃO DIVINA.




Cheguei ao fundo do poço
Com a corda no pescoço
Não sei que graça isso tem
Mas foi assim que cresci
Nesta terra onde vivi
Com meu pai e minha mãe.

Não poderia ser nobre
Quem já nasce assim tão pobre
E não conhece outra vida
Pois foi esta que escolhi
E neste mundo vivi
Com entrada e com saída.

Fui seguindo os passos meus
Guiada pela mão de Deus
Que não se afastou de mim
Mas neste mundo de enganos
Passaram-se tantos anos
E eu ainda estou aqui.




quinta-feira, 16 de julho de 2015

O TEMPO JÁ NÃO IMPORTA...


Deixas-te que o teu corpo para-se,
Também fizeste que as tuas pernas deixassem de andar
Assim ficaste a olhar as nuvens do céu
E as flores do campo deixaram de brilhar.

Perdeste a noção do tempo
Nunca te lembras das datas nem dos dias
Também que importância tem?
Se apenas vives as horas em agonias.

Vais olhando a rua a onde moras
Onde quase nunca te chegavas na janela
Já não diferencias quem nela passa
Porque aí? Nem vês a sombra dela.


Foi um pedacinho de gente que ajudaste a criar
Pouco tempo passou, mas o suficiente 
Para a amares e dares por ela a tua vida
                          O tempo em que a levaram para jamais voltar.

Hoje já distante noutro espaço
Ainda vais lembrando essa saudade
Será que quando parti-mos levamos connosco
As memórias desta vida que por aqui passamos.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

MÃE TERNURA

MÃE TERNURA.

Tens sempre para nos dar
Na beleza desse olhar
Olhar que a noite escurece
Com tanta sabedoria
Vais pintando a luz do dia
Sempre que o sol aparece.

Tens sempre no pensamento
Um poema ternurento
Que vive dentro de ti
Mora em mim esta certeza
Que os laivos dessa beleza
Só podiam vir de ti.

És minha voz encantada
Que voltas de madrugada
Trazendo sempre um abraço
Na tua voz já sem brilho
És a mãe que aperta o filho
E o envolve em seu regaço.

Tu és tão surpreendente
Quando falas docemente
Com sentimentos de amor
Só a tua voz me encanta
Saindo dessa garganta
Que trazem contigo a dor