15 de junho de 2017

A Beira Tejo


Há beira Tejo eu deixo a minha pegada
E a tristeza de gaivota abandonada
Vejo a maré que já vem alta
Quero encontrar a ternura que me falta. 
Olho pró mar, esperança vazia
Buscando a sorte hora tardia
Afasto a morte para me acalmar
Abraço a luz deste luar.
Porto de abrigo quero encontrar
Afasto frio que vem do mar
Quem vive assim
Não tem um cobre
É dura a vida de quem é pobre
Busca no mar o seu sustento
Que triste vida triste lamento.
À beira Tejo chega a noite de mansinho
Roubo-te um beijo que me devolves com carinho
Ao ver-te ausente e a promessa desse beijo
Fico contente porque é tudo que desejo.

Nina

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